As Tartarugas Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles – 2014 – EUA – 101 min) – Crítica

por Gabriel Escudero ninja cabecalho

Iniciando uma nova franquia para pelo menos uma trilogia, As Tartarugas Ninja traz toda a molecagem que os jovens exalam no comportamento lúdico e inconsequente.

ninja posterSabe aquela determinada fase da vida, quando estamos com os hormônios em ebulição e extravasamos pelas atitudes frenéticas e naquela ânsia de viver mais e mais? Pois bem, a adolescência é o cerne neste filme que, além de explosões e correrias que todo o filme de ação tem direito, também mostra os protagonistas digitais com uma personalidade jovial incrível.

Baseado nos personagens que surgiram primeiro em quadrinhos para depois seguir uma carreira sólida da cultura pop em desenhos e videogames, As Tartarugas Ninja é o ápice do que a tecnologia de captura de movimentos pode proporcionar, e convenhamos, só assim para acreditarmos em tartarugas antropomórficas. Tecnicamente, o filme é um primor que só uma produção com a chancela de Michael Bay (da série Transformers) poderia trazer à tona.

Mas não se pode dizer o mesmo do roteiro de das atuações, que beiram o marasmo, pra não dizer absurdo. É tanto furo na narrativa que notamos até um cansaço mental de todas as inúmeras indagações que criamos durante a história. São erros de continuidade, decisões inconcebíveis de personagens, frases forçadas de efeito e incongruências na forma narrativa que mostram que realmente todo o investimento milionário acabou por focar na parte visual, em detrimento do intelectual.

Talvez a grande massa das críticas negativas iniciais a este filme tenha vindo da ótica mais racional do aspecto narrativo da produção, porém não há que se negar que as virtudes técnicas da produção suplantam as falhas. E também não podemos deixar de perceber que as diferentes personalidades de cada tartaruga trazem um tom complexo para os protagonistas que foi trabalhado até de maneira bastante aceitável para os padrões de blockbusters atuais.

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As inúmeras referências de cultura pop mencionadas pelas tartarugas (principalmente Michelangelo), referindo-se a super-heróis, gêneros musicais e até seriados, fazem com que o espectador, reconhecendo tais referências (e qualquer jovem adulto – púbico-alvo do filme – poderá perceber), veja isso com satisfação e ache até divertido durante a projeção. As tartarugas, adolescentes que são, se interessam por tudo de cultural que aconteceu na última década, e isso traz a proximidade intencionada, fazendo que o espectador assuma a falta de brilhantismo narrativo e acabe curtindo uma boa e velha ação frenética descerebrada.

Certamente teremos continuações desse filme. A fórmula é a mesma de Transformers. Pode não agradar aos mais exigentes, mas a experiência pode ser positiva ao encarar que estamos vendo um filme de tartarugas mutantes. E ninjas. E adolescentes.

Nota: 7

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One Response to As Tartarugas Ninja (Teenage Mutant Ninja Turtles – 2014 – EUA – 101 min) – Crítica

  1. ED Junior says:

    Ótima análise aguardando que apresentem a dimensão x no próximo longa.

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